terça-feira, 28 de junho de 2016

DESAFIO PARA O PESSOAL DA SAÚDE - CORRIJA O GABARITO




NAS QUESTÕES ABAIXO, PODEM OU NÃO HAVER ERROS DE GABARITO, MOSTRE SEUS CONHECIMENTOS CORRIGINDO-OS. A CORREÇÃO DEVE SER ACOMPANHADA DE JUSTIFICATIVA!

01. Qual via de administração de fármacos que não possui absorção?
a) muscular;
b) sublingual;
c) intravascular;
d) oral;
e) N.D.A.

O texto abaixo é referente às questões 02 e 03.
 Um jovem de 17 anos, masculino, branco, solteiro, estudante, foi atendido pelo serviço de emergência, juntamente com várias pessoas que apresentavam um quadro semelhante, porém de intensidades variáveis. Apresentava cólicas abdominais intensas, náuseas, vômitos, hipertermia e repetidas evacuações diarreicas. Na anamnese foi verificado que todos estes pacientes, inclusive o rapaz, haviam jantado em um mesmo restaurante na noite anterior, onde entre os alimentos consumidos estava um patê. Da família duas pessoas não apresentavam os sintomas, pois foram as únicas que não provaram o patê. Foi estabelecido o diagnóstico de intoxicação alimentar, provavelmente secundárias a toxina bacteriana presente no patê deteriorado. Foi administrada uma ampola (I.V.) de um espasmo analgésico (escopolamina dipirona), prescrevendo-se as demais medidas dietéticas e medicamentosas.

02. Porque a escolha da via intravascular?
a) por ter uma absorção rápida e início de ação imediata;
b) por ser uma via que não tem absorção, logo, o efeito é imediato, e, por ter uma biodisponibilidade de 100%;
c) Apesar de existir outras formas farmacêuticas para esse medicamento (comprimido, supositório), não poderia ser utilizada em razão do vômito e diarreia;
d) Todas as alternativas anteriores;
e) Somente as alternativas “B e C” estão corretas.

03. Assinale a alternativa CORRETA sobre farmacocinética, segundo Berham G Katzung, 2010.
a) A dose padrão sempre é adequada a todos os pacientes
b) A depuração de um fármaco relaciona a quantidade do fármaco no organismo com a concentração do fármaco no sangue ou plasma.
c) A dose padrão de um fármaco baseia-se em estudos realizados em voluntários saudáveis e pacientes com capacidade média de absorver, distribuir e eliminar o fármaco
d) A evolução do fármaco no organismo depende exclusivamente da depuração
e) Biodisponibilidade é definida como a fração alterada do fármaco que alcança a circulação sistêmica após a administração por qualquer via.

04. Após a ligação do agonista no domínio de ligação do receptor acoplado a proteína G, ocorre a ativação dessa proteína com formação de dois complexos ativos, que serão responsáveis pela formação de segundo mensageiros. Assinale a alternativa que relaciona a formação desses complexos com suas ações:
a) Canal iônico: modula abertura e fechamento;
b) AMPc: Contração muscular; IP3: ativação da PKc que modulam os canais; DAG: regulam metabolismo energético;
c) AMPc: regulam metabolismo energético; IP3: Contração muscular; DAG: ativação da PKc que modulam os canais;
d) AMPc: ativação da PKc que modulam os canais; IP3: regulam metabolismo energético; DAG: Contração muscular;
e) todas estão corretas.

05. De acordo com os sintomas descritos acima e o fármaco escolhido, assinale a alternativa que condiz com o sistema em atividade e a classe do fármaco escolhido.
a) estímulos simpáticos e fármaco bloqueador beta;
b) colinérgicos estímulos e fármaco bloqueador alfa;
c) estimulo colinérgico e fármaco bloqueador muscarínico;
d) estimulo adrenérgico e fármaco estimulante colinérgico;
e) N.D.A.

06. Sobre antibióticos, julgue os itens a seguir em V ou F:
I. A amoxicilina é excretada pelo leite materno.
II. A ampicilina é um antibiótico bactericida de amplo espectro.
III. A benzilpenicilina é um antibiótico bactericida de espectro estreito.
É (são) VERDADEIRO(s) o(s) item(ns):
A. I
B. I e II
C. I e III
D. II e III.
E. I, II e III


07. Qual dos fatores abaixo representa uma melhor absorção para os fármacos.
a) ser hidrossolúvel;
b) alta afinidade as proteínas plasmáticas; tem que ser liposolúvel
c) boa vascularização na área a ser administrado;
d) ser administrado por via intravascular;
e) N.D.A.  

08. Podemos definir como bioequivalência:
a) fármacos que possuem as mesmas características de lipossolubilidade;
b) fármacos administrados na mesma via, nas mesmas concentrações;
c) fármacos administrados nas mesmas condições e apresentarem concentrações iguais disponível na circulação;
d) fármacos bioequivalentes possuem a mesma concentração, administrado na mesma via e usado para a mesma patologia;
e) N.D.A.

09. Um paciente faz uso crônico de um fármaco “X” que, possui 80% de afinidade as proteínas plasmáticas. Certo dia, esse paciente apresentou vários sintomas sendo diagnosticado como efeito tóxico do fármaco X. Perguntado pelo médico sobre uso de outros medicamentos, o paciente informou estar utilizado à alguns dias um medicamento “Y”, indicado por um amigo. Qual das alternativas abaixo pode estar relacionado ao aparecimento desses efeitos?
a) indução enzimática;
b) indução de síntese proteica;
c) Secreção tubular
d) Inibição enzimática
e) N.D.A.

10. Qual das alternativas abaixo representa as características um fármaco de meia   vida curta.
a) lipossolubilidade;
b) alta afinidade as proteínas plasmáticas;
c) sofrer secreção tubular;
d) sofrer reabsorção tubular;
e) todas estão corretas.

11. Assinale a alternativa correta:
a) Metabolização de fármacos visa sua transformação em metabolitos ativos, com finalidade de aumentar sua excreção;
b) A metabolização tem por finalidade facilitar a excreção dos fármacos, tornando-os mais hidrossolúveis;
c) O aumento de metabolização de um fármaco não influencia no tempo de ação farmacológica;
d) A metabolização de fármacos tem por finalidade principal a transformação dos fármacos em metabolitos ativos para produzirem ação farmacológica;
e) N.D.A.

12. Em relação aos quatro tipos de receptores podemos afirmar que todas estão corretas, exceto:
a) A ativação dos receptores metabotrópicos e os eventos intracelulares subsequentes induzem uma resposta biológica através da transcrição do DNA;
b) os receptores inotrópicos estão presentes nas sinapses neuronais sendo responsáveis pela modulação da passagem de íons através da membrana;
c) Receptores metabotrópicos, são receptores que ficam aderidos a membrana celular acoplados a sistemas efetores intracelulares mediados por uma classe de proteínas específicas que coordenam a transdução de sinal;
d) O mecanismo de transdução de sinal dos receptores ligados a quinase é dependente da ativação enzimática dessas enzimas para que ocorra a auto fosforilação dos resíduos tirosina;
e) os agonistas dos receptores nucleares são altamente lipossolúveis e o domínio efetor desses receptores agem diretamente na transcrição gênica, promovendo ou reprimindo genes.

13. O uso crônico de medicamentos pode levar aos mecanismos de dessensibilização ou sensibilização. Em relação a esses processos é incorreto dizer que:
a) a exposição crônica pode alterar a capacidade do receptor em ativar a cascata de segundos mensageiros, devido à uma alteração nos receptores;
b) o uso crônico de anfetamínicos estimula a produção de noradrenalina ocorrendo o fenômeno de exaustão de mediadores na fenda sináptica;
c) em alguns casos, podem desencadear a diminuição dos efeitos colaterais;
d) o uso crônico de diuréticos tiazídicos pode desencadear uma adaptação fisiológica que diminua seu efeito;
e) as retiradas dos antagonistas devem ser monitoradas, pois podem ser desenvolvidos o fenômeno de sensibilização de receptores

 14. Em relação à interação fármaco-receptor podemos afirmar que todas estão corretas, exceto:
a) receptores similares, em tecidos diversos para o mesmo agonista, podem desencadear respostas fisiológicas diferentes, portanto a especificidade está diretamente relacionada ao efeito farmacológico e  pouco relacionada a efeitos adversos;
b) alterações na estrutura química dos fármacos são capazes de intensificar ou diminuir a ação farmacológica dos mesmos. Relacionamos este evento a estrutura-atividade;
c) a estéreo especificidade pode influir na especificidade dos receptores;
d) a constante de afinidade (Ka) relaciona-se a taxa de ocupação de receptores, portanto quanto maior o Ka menor a afinidade;
e) A potência dos fármacos é determinada pela concentração do fármaco capaz em ativar o receptor.

15. Quanto aos receptores acoplados a Proteína G, podemos afirmar:
a) a Proteína G forma proteínas quinases (PK) que ativarão 2º. Mensageiros e consequentemente efetores celulares;
b) a Proteína G forma AMPc que aumenta a liberação da concentração de Ca2+ intracelular levando a contração muscular;
c) a Proteína G forma IP3 e DAG, como 2º. Mensageiros, e estes promovem, respectivamente, contração muscular e ativam a regulação das PKC que modulam, por exemplo, canais iônicos;
d) a Proteína G forma 2º. Mensageiros, como Ca2+, DAG e IP3, que promovem respectivamente, contração muscular, regulação do metabolismo energético e divisão celular;

e) mais de uma alternativa está correta. 

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segunda-feira, 27 de junho de 2016

QUAL A DROGA MAIS VICIANTE? - PARTE 5



Nas primeiras décadas do século XX, a maconha era liberada, embora muita gente a visse com maus olhos. Aqui no Brasil, maconha era “coisa de negro”, fumada nos terreiros de candomblé, para facilitar a incorporação e, nos confins do país, por agricultores depois do trabalho. Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes e indianos e aos incômodos intelectuais boêmios. Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez mais numerosos mexicanos – meio milhão deles cruzaram o Rio Grande entre 1915 e 1930 em busca de trabalho. Muitos não acharam. Ou seja, em boa parte do Ocidente, fumar maconha era relegado a classes marginalizadas e visto com antipatia pela classe média branca.


Pouca gente sabia, entretanto que, a mesma planta que fornecia fumo às classes baixas, tinha enorme importância econômica. Dezenas de remédios, xaropes para tosse, pílulas para dormir entre outros continham cannabis. A indústria de tecidos também dependia da cannabis.
O tecido de cânhamo era muito difundido, especialmente para fazer cordas, velas de barco, redes de pesca e outros produtos que exigissem um material muito resistente. A Ford estava desenvolvendo combustíveis e plásticos feitos a partir do óleo da semente de maconha. As plantações de cânhamo tomavam áreas imensas na Europa e nos Estados Unidos.
“A proibição das drogas serve aos governos porque é uma forma de controle social das minorias”, diz o cientista político Thiago Rodrigues, pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos. Funciona assim: maconha é coisa de mexicano, mexicanos são uma classe incômoda. “Como não é possível proibir alguém de ser mexicano, proíbe-se algo que seja típico dessa etnia”, diz Thiago. Assim, é possível manter sob controle todos os mexicanos – eles estarão sempre ameaçados de cadeia. Por isso a proibição da maconha fez tanto sucesso no mundo. O governo brasileiro achou ótimo mais este instrumento para manter os negros sob controle. Os europeus também gostaram, pois podiam enquadrar seus imigrantes.


THC (tetra-hidrocarbinol) é o principal componente ativo da maconha. Sua fórmula estrutural é:

O THC é uma das 400 substâncias produzidas pela planta Cannabis Sativa, conhecida popularmente como maconha e uma das 60 substâncias presentes na maconha que são denominadas de canabinoides (substâncias psicoativas). A estrutura química de uma molécula de THC apresenta os grupos funcionais éter, fenol.


I -  Solubilidade
O THC apresenta uma baixa solubilidade em água, mesmo apresentando o grupo OH (hidroxila) e o grupo C-O-C, que interagem com a água e com o etanol por meio de ligações de hidrogênio.
Apresenta uma solubilidade maior em lipídios ou compostos apolares por apresentar a maior parte da sua estrutura com caráter apolar, já que possui muitos átomos de carbono e hidrogênio.
Como não é muito solúvel na água, quando essa substância é ingerida (por meio de medicamentos, por exemplo), terá uma eliminação maior nas fezes do que na urina.

II -  Estado físico e aparência:
Trata-se de um sólido em temperatura ambiente com aparência vítrea límpida e transparente.

III -  Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição
Possui um ponto de fusão igual a 66 oC e um ponto de ebulição igual a 250 oC.

IV - Propriedades químicas do THC
a) quando exposto à luz, calor e ao oxigênio, é transformado na substância canabidiol;
b) em meios ácidos ou básicos, transforma-se em outros canabinoides;
c) pode ligar-se a receptores de canabinoides nos neurônios e, por isso, influenciar as seguintes ações biológicas:



* Funções motoras (controle dos músculos);
* Funções cognitivas (diminuição da percepção, atenção e memória, por exemplo);
Se uma pessoa sob efeito da droga jogar um lençol para cima, verá sua queda em   câmara lenta, pois sua percepção da realidade diminuiu, são os enganos na avaliação do tempo e do espaço.


Podemos dizer que, sob efeito da droga, são capazes de ouvir insetos de maneira diferenciada, devido ao aumento da sensibilidade auditiva.
Conseguem também, ainda sob efeito da droga, visualizar vultos, devido às alucinações e delírios provocados pela ação do THC.
* Antinocicepção (diminuição da capacidade de sentir dor).
* Sono, perdem grande parte do sono natural.
* Diminuição do apetite.
* Diminui a produção de testosterona (hormônio responsável pela produção de espermatozoides).
  * O suor contínuo faz a capacidade de memorização diminuir.
  * Reduz a imunidade.


**** Estudos mostram que, na década de 60, o percentual de THC num cigarro era de 0,5%, hoje é de até 5%. O que você conclui com isto?


Um dos derivados do THC, o Dronabidiol é aplicado em pacientes com epilepsia refratária, para tratar a perda de apetite causando perda de peso em pessoas com AIDS, também é utilizado para tratar a náusea e os vómitos causados pela quimioterapia do cancro e é para ser usado apenas quando outros medicamentos falharam para controlar náuseas e vómitos.



canabidiol (CBD) é uma das substâncias químicas encontradas na Cannabis sativa, e que constitui grande parte da planta, chegando a representar mais de 40% de seus extratos.
   


Um estudo da Universidade de São Paulo (2005) demonstra a função antipsicótica do canabidiol. Este estudo deve servir como base para a criação de um medicamento antipsicótico para o tratamento da esquizofrenia. O canabidiol teria a vantagem de provocar menos efeitos colaterias do que as drogas atualmente disponíveis. Espera-se que, mesmo que a cannabis possa produzir sintomas psicóticos, esse efeito provenha unicamente do delta-9-tetraidrocanabinol (THC).
O canabidiol atua nos sistemas límbico e paralímbico, regiões relacionadas às emoções. O estudo da USP, publicado pela revista Neuropsychopharmacology, foi o primeiro do mundo a comprovar, por meio de neuroimagem, o efeito tranquilizante da substância, segundo José Alexandre de Souza Crippa, do Departamento de Neuropsiquiatria, da Faculdade de Medicina da USP, em Ribeirão Preto, que coordena o estudo, realizado em cooperação com o Instituto de Psiquiatria da USP, em São Paulo. Segundo o pesquisador, espera-se que, no futuro, o canabidiol possa ser usado como medicação no tratamento de transtornos da ansiedade, como a síndrome do pânico, a fobia social ou o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). A substância parece reduzir a ansiedade sem causar dependência e com menor sedação (voz pastosa e sonolência, por exemplo)
Um estudo publicado em 2014, realizado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto(FMRP), mostrou que o canabidiol pode ser eficaz no tratamento de pacientes com mal de Parkinson, apresentando melhoras na qualidade de vida e no bem-estar destes pacientes. O estudo foi publicado pela revista Journal of Psycopharmacology, da Associação Britânica de Farmacologia.
O CBD é uma substância canabinoide que, de acordo com pesquisadores, não causa efeitos psicoativos ou dependência. O elemento possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, tendo ação ansiolítica (diminuição da ansiedade), antipsicótica, neuro-protetora, anti-inflamatória, antiepilética e age nos distúrbios do sono. O estudo duplo-cego realizado mostrou ao final melhora no quadro dos pacientes que ingeriram canabidiol na dose de 75 mg/dia, e ainda melhor na dose de 300 mg/dia, não apresentando efeito colateral negativo, ao contrário dos já utilizados hoje em dia que entre outros sintomas causam a discinesia tardia.

Pelo Professor Eudo Robson
- Técnico em Química
- Manipulador de Medicamentos
- Esteticista
- Cosmologista
- Dermo-Farmacêutico
- Químico Industrial
- Mestre em Química
- Doutorando em Cosmetologia


/2013/11/legalize-ja.html
pt.wikipedia.org/wiki/Canabidiol
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